terça-feira, junho 28, 2005

MAS ESTÁ TUDO DOIDO??!

Tal como os dois posts anteriores também este será sobre o “erro”. É que eu estou muito confuso com tudo isto.
Convido-os a um exercício de imaginário.
O Ministro das Finanças é Professor Universitário o que a meu ver pode explicar muito do insucesso escolar das nossas Universidades. A coisa poderá passar-se muitas vezes assim: o aluno entrega o exame com todas as respostas preenchidas. Acontece que uma das respostas, que nem é a que tem a cotação máxima, está errada e o valor não está correcto. Para o nosso Ministro das Finanças a resposta está errada mas como para ele não é a mais importante, vai dar a cotação máxima à pergunta.
O resultado é que o melhor aluno do curso, aquele que realmente teve tudo certo, vai ter a mesma nota do tipo que andava a tentar ser o melhor aluno e “só” errou aquela questão que “até nem era a mais importante”. Estão a ver a ideia???! Estão a ver o ridículo da coisa???!
Não vou falar da gravidade que uma má informação económica, que o efeito de um ERRO destes traz para as contas públicas. Isso deixo para quem sabe muito mais do que eu. Eu estou é verdadeiramente espantado com as justificações do ministério a tentar minimizar o erro.
Tal como o outro dizia, “um escudo é um escudo”. Aqui, também um erro é um erro. Mas um erro num documento oficial por mais pequeno que seja será sempre um “pormaior” e não um pormenor. Um documento oficial poderá (não deverá!) ter gralhas. Mas nunca poderá ter erros!
Quererem esconder esta questão é quererem fazer-nos passar por parvos.
Provavelmente, o quadro 6.1 foi elaborado pelo aluno da minha história inicial, o tal que tinha errado uma “perguntita”. Se o quadro tivesse sido preenchido pelo melhor aluno até à altura desta história, talvez a coisa tivesse sido diferente e a trapalhada não tinha existido.
É uma pena que esse outro aluno (o bom...) tenha deixado de estudar depois de ter assistido à injustiça das notas e agora trabalhe no muito digno sector da restauração!

-GLX-