O REGRESSO
Agora que os mais relapsos membros da família regressaram ao convívio do lar, não resisto a partilhar algumas das minhas inquietações dos últimos meses que, também a mim, me afastaram aqui de casa.
Não, não me ouviram um palavra sobre as presidenciais: nunca encontrei as palavras certas para expressar o meu desânimo. Não fui capaz de combater essa vaga sonhadora e ingénua que viu no candidato salvífico a cura de todos os males. Tive ainda a esperança de que o seu hábil silêncio conjugado com a proverbial falta de memória dos portugueses não fossem suficientes para o eleger à primeira volta.
Derrotada, sem candidato, ciente de que os poderes de transformação da sociedade que assistem ao Presidente da República são pouco mais do que nenhuns, temi (e temo ainda) a reorganização do espaço ideológico, partidário e político à direita do PS que o marido da Maria quer promover. Desconfio da sua agenda. Nunca podia votar nele. Remeti-me então ao silêncio. Portugal tem destas coisas: a direita sente-se sempre traída quando alguém de direita critica (ou discorda de) alguém que não é de esquerda. O complexo é ainda tão pesado que basta não ser dos outros para já se ser dos nossos. Pois sim, mas o meu clube é bem mais restrito.
Seja como for, não quis contribuir de forma alguma para a sua eleição, o que, neste sistema de votos expressos, me criou um problema. A propósito, alguém devia explicar àqueles senhores dos movimentos que o milhão de votos arrecadados não tem outra utilidade que não a prevista para esta campanha alegre.
Além disto, confesso, irrita-me muito o rótulo permanente de que alguns não abdicam quando falam de nós. Podia remetê-los mais uma vez para a nossa declaração de intenções, podia voltar a usar de toda a paciência para explicar o que quem nos conhece bem devia saber de cor: aqui, cada um pensa pela sua cabeça e nada do que cada um diz é extensivel a mais ninguém. Nesta casa, a agenda é livre e individual. Não estamos contra ninguém nem somos por alguém. O nosso combate é por causas e ideias, naquilo que puder ser o nosso mínimo denominador comum. Todos nós trabalhamos e, a menos que alguém prove o contrário, somos remunerados apenas pela nossa competência. Não esperamos nada de ninguém nem ninguém nos despojou de nenhuma herança.
Assumimos as nossas filiações clubísticas, políticas, partidárias e ideológicas e, quer se queira quer não, mantivemo-nos sempre fieis aos nossos códigos: só tratamos aqui do que tem relevância pública, nunca atacámos pessoalmente ninguém e deixamos para a intimidade (leia-se locais próprios) aquilo que não é para tratar na praça pública.
Posto isto, estou de volta. Com a minha agenda, que é do Portugal do futuro. Desenganem-se, portanto, aqueles que esperam deste espaço um poleiro para os seus microscópicos protagonismos.
-FCP-
P.S. Por ser assim, agradeço e declino os insistentes convites do meus amigos Acidentais, de quem me mantenho leitora e comentadora atenta. Continuarei por aqui, nesta casa que também é a minha.
Não, não me ouviram um palavra sobre as presidenciais: nunca encontrei as palavras certas para expressar o meu desânimo. Não fui capaz de combater essa vaga sonhadora e ingénua que viu no candidato salvífico a cura de todos os males. Tive ainda a esperança de que o seu hábil silêncio conjugado com a proverbial falta de memória dos portugueses não fossem suficientes para o eleger à primeira volta.
Derrotada, sem candidato, ciente de que os poderes de transformação da sociedade que assistem ao Presidente da República são pouco mais do que nenhuns, temi (e temo ainda) a reorganização do espaço ideológico, partidário e político à direita do PS que o marido da Maria quer promover. Desconfio da sua agenda. Nunca podia votar nele. Remeti-me então ao silêncio. Portugal tem destas coisas: a direita sente-se sempre traída quando alguém de direita critica (ou discorda de) alguém que não é de esquerda. O complexo é ainda tão pesado que basta não ser dos outros para já se ser dos nossos. Pois sim, mas o meu clube é bem mais restrito.
Seja como for, não quis contribuir de forma alguma para a sua eleição, o que, neste sistema de votos expressos, me criou um problema. A propósito, alguém devia explicar àqueles senhores dos movimentos que o milhão de votos arrecadados não tem outra utilidade que não a prevista para esta campanha alegre.
Além disto, confesso, irrita-me muito o rótulo permanente de que alguns não abdicam quando falam de nós. Podia remetê-los mais uma vez para a nossa declaração de intenções, podia voltar a usar de toda a paciência para explicar o que quem nos conhece bem devia saber de cor: aqui, cada um pensa pela sua cabeça e nada do que cada um diz é extensivel a mais ninguém. Nesta casa, a agenda é livre e individual. Não estamos contra ninguém nem somos por alguém. O nosso combate é por causas e ideias, naquilo que puder ser o nosso mínimo denominador comum. Todos nós trabalhamos e, a menos que alguém prove o contrário, somos remunerados apenas pela nossa competência. Não esperamos nada de ninguém nem ninguém nos despojou de nenhuma herança.
Assumimos as nossas filiações clubísticas, políticas, partidárias e ideológicas e, quer se queira quer não, mantivemo-nos sempre fieis aos nossos códigos: só tratamos aqui do que tem relevância pública, nunca atacámos pessoalmente ninguém e deixamos para a intimidade (leia-se locais próprios) aquilo que não é para tratar na praça pública.
Posto isto, estou de volta. Com a minha agenda, que é do Portugal do futuro. Desenganem-se, portanto, aqueles que esperam deste espaço um poleiro para os seus microscópicos protagonismos.
-FCP-
P.S. Por ser assim, agradeço e declino os insistentes convites do meus amigos Acidentais, de quem me mantenho leitora e comentadora atenta. Continuarei por aqui, nesta casa que também é a minha.

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